quinta-feira, 13 de abril de 2017

Uma rima para você


Uma rima para você


Em versos rimados, beijos roubados
Cartões guardados, sonhos empoeirados
Abraços apertados, sorrisos escancarados
Mãos entrelaçadas, promessas renovadas
Será que já te disse alguma vez 
Que eu te amo sem rimar?
É mal de poeta, quer impressionar.

Mariana Siqueira





QUERO MINHAS ASAS











Hoje 
acordei com saudades 
De voar na imensidão de mim mesma... 
E entre meus guardados, 
Procurei minhas asas. 
Houve um tempo em que 
voava, 
E me perdia numa estranha alegria 
Escutando o vento. 
Agora outra vez... 
Pelo céu quero voar, 
E por sobre a muralha dessa vida, 
Construir meu momento. 
Sem medo, 
Deixar-me envolver na mais doce loucura 
Lançar-me nesse vazio, 
E absorver o silêncio profundo e vasto 
Que me dá todas as respostas 
Hoje quero voar... 
Libertar o coração das amarras, 
Deixa-lo livre 
Para desvendar os horizontes 
Desvanecer no espaço. 
Esconder-me do mundo fazer parar o tempo... 
Viver o sonho mais sonhado. 
E num ato encantado, 
dormir, no colo 
da lua. 

Glória Salles




quarta-feira, 4 de maio de 2016

PROCURO UM AMOR




PROCURO UM AMOR
De Moura



Um louco amor que deixe sua marca em minha pele.
Em plena harmonia 
Transforme meu coração estilhaçado, 
Por uma eternidade.
Um amor que me conduza
Ao topo dum vulcão.
Procuro um amor
Daqueles que fazem vibrar.
No auge da explosão
Que deixe o sabor do outro
Entrar em mim devagar, todo,
Mesclar-se ao meus sentimentos.
Quero sentir-me acurralada a esse amor
Um amor louco, só meu.
Que me deixe tonta de sedução
Que seja a peça que falta para me completar.
Procuro um amor 
Que se desenvolva em ondas firmes de paixão
Não percisa de ser de rajada
Mas que ilumine a alma todos os dias.
Que nunca acabe esse amor
Mas sim, deixe sua marca da paixão cravada em mim...


Sorriso no canto do coração



Sorriso no canto do coração
Angy


Agora que você fez parar o tempo
Aprendi a não morrer
Nasci o dia e voltei
Qual andorinha em primavera
Qual pássaro debicando pão
Saí da terra árida
Mergulho no lago dos teus olhos
Encolho os ombros da ilusão
Sorriso no canto do coração






Não digas nada!

Não digas nada!


Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender –
Tudo metade
De sentir e de ver…
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada…
Mas ali fui feliz
Não digas nada.


Fernando Pessoa.

domingo, 8 de novembro de 2015

O poder do amor...









O poder dos pensamentos
Me encontrei pensando
Pensando com os seus pensamentos
Me encontrei em você
Pensando com você...
Seduziu-me
Seduziu-se
No mesmo momento
Explodiu
Uma metamorfose de sentimentos...
O poder dos seus pensamentos
Fez meu mundo parar
Deixou-me imóvel a tantos sentimentos
Estou em paz e feliz...
O poder dos meus pensamentos
A fez minha imagem refletida
Do melhor lado do meu espelho
Com luz e vida...
O poder dos pensamentos
Nos tornaram um
Um pensamento de poder

Eduardo Vieira

domingo, 16 de agosto de 2015

Fazer amor é percorrer as trilhas da alma



























Fazer amor é pisar na eternidade...
Fazer amor é coisa séria demais...
Não basta um corpo e outro corpo
misturados num desejo insosso
desses que dão feito fome trivial
nascida da gula descuidada
aplacada sem zelo
sem composturas, sem respeito
atendendo exclusivamente a voracidade do apetite.
Fazer amor é percorrer as trilhas da alma
uma alma tateando outra alma
desvendando véus
descobrindo profundezas
penetrando nos escondidos
sem pressa ... com delicadeza.
Porque alma
tem textura de cristal
deve ser tocada nas levezas
apalpada com amaciamentos
até que o corpo descubra
cada uma das suas funções.
Quando a descoberta acontece
é que o ato de amor começa.

As mãos deslizam sobre as curvas
como se tocando nuvens
a boca vai acordando e retirando gostos
provando os sabores
bebendo a seiva que jorra
das nascentes escorrendo em dons.
É o côncavo e o convexo em amorosa conjunção.
Fazer amor é Ressurreição!
É nascer de novo!

No abraço que aperta sem sufocamentos
No beijo que cala a sede gritante
Na escalada dos degraus celestiais que levam ao gozo.
Vale chorar
Vale gemer
Vale gritar
porque aí já se chegou ao paraíso
e qualquer som há de sair melódico e afinado
seja grave, agudo, pianinho.
Há de ser sempre
o acorde faltante
quando amantes
iniciam o milagre do encontro.

Corpos se ajustaram
almas matizaram.
Fez-se o Êxtase!

É o instante da Paz
É a escritura da serenidade
E os amantes em assunção pisam eternidades!





Autor: Autor Desconhecido