terça-feira, 24 de abril de 2012

AI, CORAÇÃO





Ai, coração.....
E agora, o que faço?
Você bate tão de mansinho, quase não o ouço....
Tão baixinho, tão escondido, não te sinto....
Estou de volta a minha solidão
Ela sorri e me abraça.
É tão frio seu abraço, tão vazio
E tão cheio de nada....
Chove, coração...
Esta ouvindo?
Até parece que a natureza adivinha...
Ela é sabia, pois traduz
O que estou sentindo,
Pois as lágrimas que verti por dentro,
Estão lá fora, inundando o mundo.
De repente, quem sabe,
A chuva que agora ouço,
Pode servir de cobertor
Aos solitários,
Aos sem ninguém
E que, por terem a solidão como companheira
E não terem ninguém com quem compartilhar-se
Sentem mais que muita gente
Sentem mais profundamente.
E agora, coração?
Quem vai ouvir o meu grito?
E entender o meu pranto?
Não existe mais o acalanto,
Não existe mais o aconchego
Não existe mais o ombro amigo.
E agora, coração?
O que faço?
Sou forte,
Mas também,
Sou criança.



AUTOR DESCONHECIDO

HAVERÁ UM TEMPO




Haverá um tempo em que tudo será bom.
Haverá um tempo onde tudo será Luz.


Onde as pessoas serão sempre amáveis...
Onde todos cantarão o mesmo tom.
Em que bendirão a chuva e o vento,
Porque abrigo não há de faltar.
Os sonhos serão realizáveis...
A dor, apenas antigo tormento.


Haverá vida brilhante..
Haverá paz sublime.
As bocas estarão sempre em festa...
Enfeitadas com um sorriso contagiante.
Os olhos só enxergarão o que for cor...


E tudo será belo.
Como a essência de uma flor.
Das lágrimas, só serão derramadas
As que forem de alegria e felicidade.
Sem fome e sem sede no corpo e na alma.
Eu sei e confio que há de chegar esse dia...


Onde haverá unidade...
Onde o amor invadirá.
Então, Deus sorrindo dirá:


EIS ENFIM A HUMANIDADE.

 AUTOR DESCONHECIDO