segunda-feira, 4 de agosto de 2014

SAUDADE






Saudade
Gustavo Teixeira


Quando colhi o beijo longo e doce,
O seu primeiro beijo de menina,
A minha alma, num êxtase, ajoelhou-se,
Transfigurou-se, envolta em luz divina!

Tão Linda! A mão, como se um lírio fosse,
Após o adeus, de longe, alva e franzina,
Desfolhava-se em beijos... E acabou-se
Tudo entre prantos! Era minha sina.

Na luminosa quadra dos amores,
De seio em seio andei colhendo flores,
Mas ninguém como aquela foi querida!

Do fundo da saudade ela me acena!
O amor por essa que era tão pequena
Foi o maior amor de toda a minha vida!